Existência ou Inexistência? Eis a questão!


Não sei há quantas anda minha inspiração.
To em Floripa. Minha primeira viagem longa sozinho...
Aki é uma vibe e o sol venho saudar-me!!!

 

Um dia virei morar aki. Um dia...  Beira-Mar Norte ou Lagoa???

 

O Mar me traz paz de espírito.

 

Vim até aqui para resolver minha vida sentimental... E não é que resolveu? Acabou. “Vai passar, tudo passa!” Aberta, novamente a temporada de caça....

 

Amanhã estarei de volta à minha Cidade. Não dá tanta vontade de voltar... mas jah to sem grana...

 

Apesar que, em alguns quesitos, a Ilha não me deixa na mão.

 

Descobri que as pessoas daqui não comprar isqueiros...

 

Lembrei do tu, do capaz, do aleatório, da sinaleira, da via rápida, dos guris e gurias, do mar...

Da Lagoa. Acho que a vista da Lagoa daria um “Lisbon Revisited” de Fernando Pessoa...

 

Não quero nada! Apenas a brisa.

Já disse, apenas a brisa e o café!

Mas um jornal seria bom...

Quem sabe um amor?

 

Queriam-me preso, cotidiano, cinza e subornável?
Queriam-me paulistano, barriga verde, mineiro, carioca?

Queriam-me soteropolitano???

Fosse eu, em outra época, faria a vontade de vocês!

 

Ah! Que massada falarem que sentiriam minha falta!

Vocês sentem falta do fútil e tributável.

 

Eu sinto falta da minha liberdade, da Lagoa, do Mar, da madrugada tranqüila, do sotaque diferente.

 

Ó Ilha da Magia! Um dia volto para ficar.

 

Tu me aceita?



Escrito por Ðårkness`Ångel às 16h51
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Queria a leveza. Leveza dos traços de Niermayer, mas com a imponência dos traços de Ramos de Azevedo. A leveza dos sons da natureza, mas com a intensidade da quinta sinfonia de Bethoveen. A leveza da mulher que fez amor com o seu amado. A leveza da criança insegura, sentindo-se dona da verdade. A leveza dos raios de sol por entre a copa das árvores. A leveza da carambola. A leveza do cheiro do café, misturada com o cheiro da impressão do jornal. A leveza do sol da manhã iluminando o recinto, timidamente. A leveza do pequeno parque, restante no meio dos prédios. A leveza da Lagoa da conceição, com a imponência da Serra. A leveza dos momentos puros, que ocorrem quando as energias se encontram. No entanto, aquilo que resta é a densidade dos produtos industrializados. Das conversas em lata, dos sonhos em conserva. A densidade do Rio Tiete e de sua avenida marginal. A densidade das ruas estreitas apinhadas de carro. A densidade do churrasco grego ao desembarcar do metrô. A densidade das paixões frustradas. Restou, também, a sensação magnífica da novidade, a qual se esvai, pouco a pouco. Deixou apenas o nevoeiro, denso como a fumaça dos fogos de reveillon.



Escrito por Ðårkness`Ångel às 22h19
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Visões de mundo...

 

Ontem, sexta-feira, conversava com uma colega de trabalho a respeito de pessoas e personalidades, com foco voltado para moral/ética.

Comentei que minha personalidade, até certo ponto, vem formada desde meus 14 anos, contendo apenas um aprimoramento em alguns aspectos, o qual foi conquistado ao custo de muitas horas no divã.

Ainda acerca da formação de personalidade, lembrei de um “Saia Justa” no qual foi comentado a respeito da primeira vez que as pessoas lembravam terem expressado sua personalidade. A primeira vez em que se levantou a mão e, de forma inconsciente, fizemo-nos notar nossa existência.

A primeira vez que isso aconteceu eu tinha uns 12 anos e estava defendendo o aborto, ato que, atualmente, me tornei contra. Se não me engano, foi a primeira vez que meus colegas de classe viram-me falar em publico. A outra situação do gênero que me lembro foi na faculdade: o docente perguntava alguns porquês da construção civil e eu, após algumas tentativas, frustradas, proferi “a norma pede!”. A professora disse ser verdade, mas que não era isso que ela esperava ouvir, mas disse que nunca tinha ouvido essa resposta.

Agora, especulo: tenho muitos amigos que tem o mesmo comportamento há anos, até alteram parte dele, mas a essência é igual. Lembro-me dos blefes comportamentais, como para agradar a outrem conseguindo, ou não, algo em troca. Apesar de que esses inocentes blefes podem ocasionar, mais tardiamente, em anulação de personalidade. Muito comum em casamentos...

Nossa mente é muito complexa, chega a ser magnífico. Qual a origem dos nossos valores? Existe o principio Darwin que o meio altera o ser? E as trocas? Mas acredito no princípio de Darwin, o qual, na mente humana, aplicar-se-ia no fato que para conquistar a aceitação de determinado grupo, o indivíduo “reflete” o comportamento dos demais. É como ir à uma região com sotaque diferente e voltar falando “arrastado”. Ou como sair com um grupo de amigos e voltar usando as mesmas expressões. Ou como bocejar. O ato de espelhar alguma ação é apenas a utilização da expressão corporal, ou como dizia uma amiga, “efeito camaleão”. E algumas pessoas têm mais facilidade de perceber e espelhar ações/gestos, algo muito positivo em determinadas situações. No entanto, enfim, não é legal eu sair chamando os outros de “querido”, devido ao “espelho” do vocabulário de uma colega de trabalho. Ainda mais quando estamos numa terra de doutores e campeões: “Posso olhar o seu carro, doutor? É claro campeão.” E todos são grandes: “Ô grande, que horas são?”

Bem, como eu já me perdi.... paro de escever....
t+



Escrito por Ðårkness`Ångel às 16h31
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Adoro o outono! É o meio termo. Não feliz, não triste... Apenas o meio termo. Se não me engano é a estação com mais luz no ano... Será que irá me iluminar de alguma forma? Ou, quiçá, estou eu preso em uma fôrma? Fôrmas à forma, como Manuel Bandeira? Por que a sociedade coloca-nos em uma fôrma? Sempre. O estereotipo do garoto de classe média, do gay, do universitário, do funcionário publico, entre outros. Não sei se há mais motivo de revolta ou de piedade... Piedade seria tê-la de mim mesmo também, já que integro, de uma forma ou de outra a sociedade.

A sociedade em seus diversos núcleos e interações, os papéis sociais. Acho que meu melhor papel é o de palhaço, deveria começar a ter um nariz na mochila... O funcionário palhaço, o familiar palhaço, o palhaço que se apaixonou... Será que tenho formação em clown?

A garrafa de vinho que teve sua rolha cortada para o mesmo não ser consumido sem autorização. Na primeira vez que a rolha foi cortada, achei que fosse paranóia... Mas na segunda... A tarefa doméstica que foi cobrada... a maneira sutil de como fui taxado de egoísta e vagabundo. A maneira nem tão sutil como fui passado para trás no trabalho... E tudo da funcionária publica exemplar que não aceita lembranças de natal das empresas... A mesma que diz “Virão dois cargos de ensino superior, logo você está fora.” Na realidade veio um de ensino médio e foi dado para outro... Haviam me prometido alguma benesse. Cadê a ética daquela que não aceita presentes de natal? Deveriam, no mínimo, ter me deixado a par da situação. Descobri através da “boca-miúda” que a benesse foi dada a outro.

Os amigos que cobram atenção integral. Pergunte-me, agora, se eles estão presentes?

O louco que se apaixona por alguém que se encontra há uma distancia de 730 quilômetros. Assim como ele não sabe o que acontece aqui, eu não sei o que acontece lá. Ele disse que me esperaria, eu disse que retornarei... Ambos acreditamos em coisas que podem não se concretizar...

Cada vez mais, escolho a solidão. Obtive ciência disso ontem. A solidão pode me tornar um pouco carente, mas me viro bem sozinho. Solidão passa uma sensação de liberdade. Antes fisicamente e socialmente só que acompanhado e sozinho ao mesmo tempo. Ao menos, quando totalmente só, o vazio é menor, pois é verdadeiro. Mesmo só, descobri que tenho amigos. Isso é bom, bastante bom.

E, mais uma vez, faço do vinho, da nicotina, da internet e da tv minhas companhias. Conversas telefônicas também são comnuns...

Doces esperanças, amargas relações sociais... Como em o Diabo veste Prada: Esperanças. São tudo o que tenho. Vivo delas... (risos).

Será que prefiro minha solidão com vista para o mar ou a boa companhia em um porão? Se o porão tiver ar-condicionado com desumificador...

Pasme. Sou capaz de viver sem algumas comodidades, como telefone, internet e tv por assiatura... Apesar de que a existência seria mais triste. Talvez se eu estiver próximo do mar, poderia ocupar meu tempo correndo... de mim mesmo?

Adoro o outono! É o meio termo. Não feliz, não triste... Apenas o meio termo. Se não me engano é a estação com mais luz no ano... Será que irá me iluminar de alguma forma? Ou, quiçá, estou eu preso em uma fôrma? Fôrmas à forma, como Manuel Bandeira? Por que a sociedade coloca-nos em uma fôrma? Sempre. O estereotipo do garoto de classe média, do gay, do universitário, do funcionário publico, entre outros. Não sei se há mais motivo de revolta ou de piedade... Piedade seria tê-la de mim mesmo também, já que integro, de uma forma ou de outra a sociedade.

A sociedade em seus diversos núcleos e interações, os papéis sociais. Acho que meu melhor papel é o de palhaço, deveria começar a ter um nariz na mochila... O funcionário palhaço, o familiar palhaço, o palhaço que se apaixonou... Será que tenho formação em clown?

A garrafa de vinho que teve sua rolha cortada para o mesmo não ser consumido sem autorização. Na primeira vez que a rolha foi cortada, achei que fosse paranóia... Mas na segunda... A tarefa doméstica que foi cobrada... a maneira sutil de como fui taxado de egoísta e vagabundo. A maneira nem tão sutil como fui passado para trás no trabalho... E tudo da funcionária publica exemplar que não aceita lembranças de natal das empresas... A mesma que diz “Virão dois cargos de ensino superior, logo você está fora.” Na realidade veio um de ensino médio e foi dado para outro... Haviam me prometido alguma benesse. Cadê a ética daquela que não aceita presentes de natal? Deveriam, no mínimo, ter me deixado a par da situação. Descobri através da “boca-miúda” que a benesse foi dada a outro.

Os amigos que cobram atenção integral. Pergunte-me, agora, se eles estão presentes?

O louco que se apaixona por alguém que se encontra há uma distancia de 730 quilômetros. Assim como ele não sabe o que acontece aqui, eu não sei o que acontece lá. Ele disse que me esperaria, eu disse que retornarei... Ambos acreditamos em coisas que podem não se concretizar...

Cada vez mais, escolho a solidão. Obtive ciência disso ontem. A solidão pode me tornar um pouco carente, mas me viro bem sozinho. Solidão passa uma sensação de liberdade. Antes fisicamente e socialmente só que acompanhado e sozinho ao mesmo tempo. Ao menos, quando totalmente só, o vazio é menor, pois é verdadeiro. Mesmo só, descobri que tenho amigos. Isso é bom, bastante bom.

E, mais uma vez, faço do vinho, da nicotina, da internet e da tv minhas companhias. Conversas telefônicas também são comnuns...

Doces esperanças, amargas relações sociais... Como em o Diabo veste Prada: Esperanças. São tudo o que tenho. Vivo delas... (risos).

Será que prefiro minha solidão com vista para o mar ou a boa companhia em um porão? Se o porão tiver ar-condicionado com desumificador...

Pasme. Sou capaz de viver sem algumas comodidades, como telefone, internet e tv por assiatura... Apesar de que a existência seria mais triste. Talvez se eu estiver próximo do mar, poderia ocupar meu tempo correndo... de mim mesmo?



Escrito por Ðårkness`Ångel às 18h37
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Há quanto tempo não passo aki...

 

O namoro já acabou...

Aconteceu muita coisa... muitas coisas....

 

Fui pra Florianópolis.... me engracei com um guri q mora na Ilha...

O abraço dele foi tão bom q doeu... Passaram-se 3 semanas e ainda penso nele e dói...

Ele não acredita q eu voltarei lá... Eu não acredito que ele terá tempo para mim se eu voltar... (tem horas q nem eu acredito se vou...)

 

Eu não sei como lhe dar com as situações, paralelo à paixão, estouram “n” problemas e “n” situações... Chego a cogitar como seria minha trajetória do 8º andar até o chão... No entanto, os espíritas não se suicidam...

 

Enquanto isso, escrevo, consolo amigos(as), fumo, bebo, fico preso no transito, trabalho mais tempo do que me é pago... Queria dormir em paz, tranqüilo....

 

Gostaria de desembarcar, antes da tarde....

 

“Queria apenas desembarcar...”

 

Queria só desembarcar, antes que fosse tarde....

Crise de querer? Faria, eu, mais por mim longe de casa?

São só 733 km. Thiaguinho e Maracatu, Claro...! Passei a infância perto dos dois.... (Guria.... – risos)

Eu só queria desembarcar, antes que fosse tarde...

Pude ver q uma cidade pode fazer parte da natureza e não natureza servir como decoração.

Lembrei que existem outras faculdades que posso prestar... – Eu nunca quis USP

Tomei ciência que correr é melhor na orla, na Lagoa que na academia.

Senti que posso me conectar com Deus...

Senti que fui pego pelo pé...

Eu só queria desembarcar, antes que fosse tarde.

Descobri que o sol pode vim apenas das sete às dez da manhã, e a ilha ficar envolta em nuvens...

Falaram que era a ilha da magia!!!

Afirmo que daria 210 voltas na figueira....

Queria desembarcar, antes que fosse tarde.

Lembrei que existem coisas efêmeras...

Descobri que o prazer de andar durante a madrugada não é possível apenas na Europa...

Descobri que pizza pode ser servida na pedra....

Descobri a gelateria com vista para a lagoa...

Queria apenas desembarcar....

Descobri, quero correr riscos. Quero ser arrancado pela raiz e implantado em outro lugar... implartar-me-ei em outro lugar.

Minha barriga enverdecerá...

E o mar conhecerá meu fim, pois a cidade tornar-se-á o meu Jardim.

Mas eu quero, apenas e somente, desembarcar! Antes...

Escrito por Ðårkness`Ångel às 23h09
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Fpólis. Pego pelo pé...

 

Como iniciar posso? Ordem cronológica ou de relevância?

Na quarta-feira passada (09/04) chego a Florianópolis, achando a cidade estranha e não entendendo o porque da ausência de calçada em alguns locais. Na quinta-feira, rodei mais um pouco de carro, e continuei achando tudo meio esquisito. Mas, me apaixonei pela lagoa da Conceição. E pela Pizza na Pedra.

Na sexta-feira à noite resolvi sair de ônibus, uma vez que meu acompanhante estava em outro hotel e com o Carro. Minha intenção era chegar no The Pub, situado à Rua Anita Garibaldi. Peguei um ônibus em direção ao centro e fui tentando informar-me sobre a localização dessa rua.

Estava belo, folgado e perdido quando o ônibus pára em um ponto e ao sair o motorista efetua uma frenagem brusca. Uma mulher cai. Ouço o cobrador falando ao celular que a passageira havia batido com a cabeça. Depois, os motoristas de São Paulo que são loucos, penso. Todos desembarcaram, e eu fiquei mais perdido ainda. Com um sorriso cínico/ irônico desembarquei junto, e embarquei no coletivo seguinte, ainda à procura da Anita Garibaldi.  Olhei um guri que aparentou ser homossexual, mas ele não encarou. Decidi pedir informação para ele. Ele falou desce aqui. Descobri que o The Pub fechou, mas ele acabou me levando à outra balada o Blues.

Eu não tinha intenções de beijar o guri. Acabou acontecendo. Mas, foi tão bom abraça-lo que doeu e, milagrosamente, não fiz sexo com o rapazinho. Foi denominado como “coisa cativante”.

Encontrei-o no sábado à noite também. Fui em uma festa que não sei o nome. No domingo, vi-o apenas alguns momentos.

Apenas afirmei que voltarei à Ilha, e num período máximo de três meses.

Independente dele surgiu vontade de permanecer na Ilha. Sem transito, ruas limpas, sem barulho de avião, prédios com gabaritos definidos, uma lagoa magnífica, a Pizza na Pedra magnífica. Se surgir tédio, pode-se caminhar madrugada afora na Beira Mar ou na Lagoa, e com um décimo do risco assumido em Sampa.

Só terei certeza de qualquer sentimento quando voltar à Fpólis. Tenho três coisas a fazer lá: ver o guri, pegar minha camisa xadrez preferida e fazer oferenda à iemanjá.

Escrito por Ðårkness`Ångel às 23h07
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Será que posso falar da tarde que cai?

Prefiro falar da vida que alvorece!

 

É interessante a maneira de a vida pegar-nos pelos pés, e bem quando estamos desprevenidos. É só baixar guarda que ela nos apronta surpresas. E, pluft, o jogo muda.

 

Existe a teoria do ditado árabe, na qual quando a vida necessita castigar-te, dá exatamente o desejado. Isso dá medo, mas, enquanto não sabemos se é castigo, sigamos o exemplo de nossa ilustre sexóloga: relaxa e goza! Mas, goze gostoso.

 

Algumas sensações boas são efêmeras, mas, passado inebriante instante, voltamos a lutar por outro. É como um orgasmo. Nunca sabemos previamente a porcentagem de prazer sentida ao atingi-lo.

 

Eu não consigo ser muito lírico. Meu namorado me chama de frio. Já, eu, chamo-o de fútil. E a vida prossegue. Mesmo com todos os defeitos, meu sentimento por ele cresce. Mas, é muito complicado falar de sentimentos. Tem uma musica que versa sobre “solidão com vista para o mar”. Quais interpretações podem ser dadas? Minha predileção é pela mulher bem casada, com uma Ferrari, um jatinho e, a única coisa que ela realmente consegue do marido (o ser amado?) é o apartamento com vista para a Guanabara. Acho meu namorado não gosta do fato de eu preferir a solidão com vista para o mar. Mas, tem a vista para o mar! Cadê meu absinto? Alguns calmantes? Terapia três vezes na semana.

E sou remetido para um conto da Ligia Fagundes Teles, no qual a protagonista tinha duas opções em mãos: um velho e um músico. Ela escolheu o velho, mas lembrava do musico. Ela podia xingar em vários idiomas, mas, sentia-se presa. O musico não pagava bons jantares, mas era boa companhia...

Eu ainda tenho a dúvida do que me importa mais... No entanto a certeza virá apenas em um momento no qual a escolha faça-se necessária e impostergável.

E, lembro-me de um filme, acho que o título pe “Anjo Mal”, no qual o Macolin Kaucklin (??? – loirinho que atuou em Esqueceram de mim- não sei como se escreve) era o irmão mal e o adotado era o bonzinho. Houve uma situação na qual a mãe tinha que salvar um dos dois. Ao fim do filme o bonzinho diz: Se ela tivesse que escolher novamente, eu jamais saberia sua escolha.

 

Eram tantas esperanças.... Ainda resta a de um dia respirar tranqüilo, pensando:

É, isto é meu. Conquistei! Mas, ainda acho que o dia desse feito, levantarei da cama, beijarei meu parceiro da época e sairei de casa para buscar qualquer coisa... croissants e pó para café expresso, quiçá e, paft. Um atropelamento, um tiro.... E a vida escorrer-se-á através das falanges, assim como água, assim como areia fina, assim como as cinzas daquele cujo desejo foi ser cremado.

Escrito por Ðårkness`Ångel às 00h20
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Bom Ano Novo!!!

Como, a meu ver, a felicidade é demasiadamente utópica, prefiro desejar um bom ano, com paz e realizações.

Prezados,

Meu fim de ano foi ótimo. Em 15 de dezembro conheci uma pessoa maravilhosa. Na noite de 15 para 16 de dezembro fui ao Bar do Gato, (sábado) onde conheci o Marcos, e só fui desgrudar dele na segunda, pois precisava trabalhar. Um fim de semana memorável. A ausência de telefones celular (o meu sem bateria) permitiu que trocássemos nossos telefones em guardanapos da padaria Bela Paulista, isso após uma caminhada da Rua Frei Caneca à Av. Paulista.

Tudo Começou com um pedido de cigarro. Percebi o rapaz observando-me. Não dei bola, disse ao Ki que não ficaria com ele. Até falei mal dele: do jeito que me olha e me persegue, deve ser um carente (e nisso ele passara atrás de mim). Ele me pediu isqueiro, acendi seu cigarro, fiquei um pouco na pista, fugi, indo a outro ambiente do bar. Ele ficou na escada, pedi auxílio à Juh. Ela, não pode fazer muito. Ele chegou perto de mim. É, estou meio sem saída. Quiçá, lucro. Beija bem?
E não é que sim? Beija bem, abraça bem, conversa bem.....
Pedi um punhado de dias antes de namorar, um pedido não concedido. Parece que foi bom. Estou namorando. No entanto, estou na fase das flores.
Resistirá, o namoro, a quantas crises minhas? Lembrando que tenho mais de uma crise por mês. Como diz um colega de trabalho, minha crise é eterna, Acostume-se.

Natal e Réveillon, passei com ele. Natal na casa de amigos dele, Réveillon na casa dele. Foi uma pena eu me encontrar em crise durante a virada do ano. Minhas esperanças não se renovam. Muda o ano, e? E nada. E, sou cético, pragmático, enfim, louco. Qual preferes?

Agora, primeiro dia útil do ano, estou em um fim de expediente, praticamente dentro de uma estufa, e feliz pelo numero reduzido de chamadas telefônicas dirigidas a nós. Bem que todos poderiam viajar até julho! Ou ter um Tsunami. Ou muitas águas vivas assassinas. Ou sei-lá o que. Desde que, vazia, permanecesse a cidade.

Uma coisa boa é que meu humor está mais estável nesses últimos 17 dias. Será que isso se deve ao fato de satisfazer uma das necessidades fisiológicas?

Tem o ditado árabe que diz: Quando a vida quer te castigar, te dá exatamente aquilo que você pediu. Quem está na chuva, molha-se. Espero, apenas, não afogar......

 

(post com atraso de 10 dias!)



Escrito por Ðårkness`Ångel às 00h58
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Copos e taças!

Há poucos minutos, resolvi tomar um chá gelado, inofensivo gostoso. Parei ao lado de onde estão os copos. Peguei o copo que deve ser para uísque, com um selinho que diz q tem 24% de Pb. Coloquei chá em 80% do copo, coloquei meia dúzia de pedras de gelo e ainda sobrou espaço. (nos copos normais eu apenas coloco 3 pedras e não sobra espaço). Fui medir a capacidade do copo, tem 400ml. Significa que, se eu tomar nesse copo, com pouco gelo, uma bebida com teor superior a 20vol, entro em coma. Não satisfeito, fui medir a capacidade da taça na qual bebo vinho: 350ml. Os dois recipientes que eu mais gosto, tem capacidade de quase meia garrafa (2/3 completos). Quando eu quiser embebedar alguém, é só dar caipirinha (com pouco gelo) no copo de uísque. A pessoa ingere e nem percebe. E eu descobri que quando achava q bebia uma dose, bebia três.



Escrito por Ðårkness`Ångel às 22h20
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Passiva ou ativa?

Enfim, enjoei de falar da tarde que cai. Prefiro a Torre Verde. Da minha janela, vejo uma torre verde que deve estar próxima ao metrô Clínicas. É um verde no céu noturno. Alguns amigos dizem que é uma torre óvni. Mas o meu caderno que tinha capa de ufologia ficou na outra casa (acho).

Alguém já ouviu falar de informação passiva? Quando acessamos portais para nos informar, normalmente, lemos aquilo que foi selecionado pelo portal (mais lidas, mais relevantes) e, quando tentamos ler algo fora do selecionado, isso nos dá um trabalho extra e nunca achamos o que queremos. Ou então os diversos jornais de TV e Rádio. Estes são dois exemplos de “informação ativa”. Lemos o que nos selecionam.

Agora, quando pegamos uma mídia impressa de qualidade, apesar das informações estarem “selecionadas e classificadas”, estas estão “passivas”, pois no ato de “folhear” acabamos lendo informações de “canto de página”, as quais não são consideradas relevantes. E fora que a mídia está ali. Não há como “atualizar” e, de repente, as noticias são outras. Para termos mais informações, esperaremos até o dia ou semana seguinte. Dessa maneira, acho mais romântico o ato de se informar. Vejo o que quero, no momento que me é adequado, sem aqueles links piscando e dizendo “leia tudo o que foi publicado sobre este tema” ou então “aquele artigo também é interessante”. Mas, poxa, será que eles não entendem q às vezes é bom a informação estar estática e que, ao clicar no link do artigo, eu me sinto na obrigação de lê-lo por que deu trabalho atualizar a página?

Enfim, acho q eu e meu romantismo informativo não duraremos muito tempo. Antes, quando comprávamos algo, tínhamos a idéia de um objeto concreto. (o jornal, a roupa, a comida). Atualmente compramos coisas “abstratas”, o valor agregado. (a informação, o conteúdo, a marca, o serviço). Antes, quando pensávamos em musica, tínhamos o Vinil, o CD em mente; hoje temos o “arquivo” que não precisa ser necessariamente comprado. Temos a idéia do arquivo (imagino q não podemos “pegar” nele). Mas ele poderá ir ao MP3 player e a mídia de CD.

O serviço pode ser considerado híbrido. Nem sempre é concreto, mas costuma ser sinônimo de comodidade. Num restaurante, algo que vale tanto quanto a comida é a comodidade de não precisar prepara - lá. Ou uma banda larga, uma tv por assinatura, um provedor de acesso/conteúdo. Não é possível “pegar, rasgar, armazenar” estes itens. Mas eles nos dão a sensação de comodidade. E viva o valor agregado! Posso comprar qualquer cigarro e tomar qualquer café. Mas Guddang Garam, Malboro e Fran’s Café, Starbucks têm muito valor agregado.



Escrito por Ðårkness`Ångel às 19h35
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É, fim de ano chegou! E agora? Mal entramos na reta final e já penso em balanço. É de novembro em diante, sempre, quando penso em todas as merdas que fiz durante os anos. Os objetivos cumpridos e os nao cumpridos. Ao fim do ano passado o objetivo era um emprego. Agora o objetivo é melhorar o salário e mudar de curso na faculdade. Ainda não me decidi em relação à faculdade. Irei de Secretariado, preciso de uma graduação.

Hoje, constatei que o verão chegou, na prática, obvivo. Aquele vento úmido e quente. A sensação sublime da umidade proveniente da chuva que acabara de cair. Como disse uma amiga: “Cremosidade de verão”. Essa cremosidade só acontece apos as chuvas. Admito: apesar de inconvenientes, os temporais de fim de tarde, são a coisa que mais gosto no verão. Nao é da minha predileção o calor, mas, quando junto da chuva, podemos pensar. Nada como andar pela cidade após a chuva. Parar, tomar um café, observar o reinício da precipitação. Observar o crepúsculo após às 19:00 horas. Tomar uma cerveja com os amigos. Voltar à casa, tomar um banho, orar para que uma brisa faça-se presente e curtí-la. E, tudo isso é mlhor nos ultimos dias de dezembro, quando a Cidade está vazia. É, o prazer pode estar presente nas coisas simples. Mas que dá raiva não ter dinheiro suficiente, ah, isso é fato.

Medo. É essa a sensação quando a analista vira e diz: Sua ansiedade já é organica, procure um homeopata ou um psiquiatra. Uma intervenção química seria conveniente.

Cansei, apesar de desacelerado, devido à chuva e ao feriado, cansei. Hora de rever as diretrizes. Dos objetivos desse ano, só o trabalho foi conquistado, e com louvor. Mas, o Governo não tem política salarial justa com seus escravos. A pretensão para o próximo ano é um emrpego melhor.

Apenas.



Escrito por Ðårkness`Ångel às 16h37
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Como, começarei a escrever? Meus pensamentos me traem. Tenho certeza disso. Porém, eles são menos traídores que minha boca. Com uma boca como a minha eu nao preciso de inimigos. Logo, se a boca faz perte do meu organismo, meu inimigo sou eu?!? Uma “auto-obscessão”?

Li um post no blog da Chuvinha [ http://blairponjinha.blog.uol.com.br/ ] e posso dizer que “bolinação em transportes públicos” não acontece apenas com ela. Eis meus relatos.

Até pouco tempo, eu nao tinha a real necessidade de pegar ônibus cheio, logo, as chances de bolinação eram remotas. Eis que a necessidade surge. Estava sentado e senti alguem escostando no meu ombro. Compoetei-me com cinismo. Passa um tempinho, sou obrigado a pegar metrô lotado pela manhã. Não é possivel lembrar quantas vezes alguem enconstou. Em alguns momentos, são verdadeiras putarias. Um exemplo é estarem dois super perto, um terceiro perceber e tentar  se aproximar. Homens adoram fantasiar. - Assim como adoram ficar com o penis ereto. Talvez seja por isso que a bulinação nos atrai tanto. Só de olhar, nossa imaginação voa. 

Uma lembrança que eu tenho de bolinação foi uma vez no ônibus. Digamos que eu a provoquei.  Ônibus lotadaço. A pessoa entrou e ficou perto, daí eu percebi que estava protegendo a região perto do pênis - se o “cara” sabe que corre algum risco do “dito cujo” manifestar-se, ele o protege. (com as mãos – mão fechada e na diogonal - , com pastas, com mochilas com blusas.). Como naquele dia eu estava meio atentado,  o provoquei. Deu certo, até demais. Digamos que o prazer foi mútuo. Eu só não fui atras do indíviduo para algo mais porque ele foi tão afoito, mas tão afoito, que eu me assustei. O rapaz não me bolinou. Quase me violentou! E pela amostra grátis. O produto devia ser muito bom.

No mundo masculino, principalmente naquela fração dos homens que sentem tesão por homens (não necessáriamente gays), existe um certo “tratado” acerca das bulinações e paqueras. Normalmente eles encostam, se a outra pessoa manifestar-se de alguma forma, a coisa pode continuar ou não. Uma vez eu me assustei, entrei no metrô, sem querer, encostei em um cara e ele, como posso dizer, se ofereceu. Pois é, os homens encaram a bolinação de maneira natural. Inclusive os heterossexuais. Tive a oportunidade de duas vezes ouvir relatos de heterossexuais que foram alvo de bolinação. Ficaram irritados e se afastaram. Eu disse apenas uma coisa: É assim que muitas mulheres senten-se ao serem encoxadas. É, eles concordaram.

Da paquera: troca de olhares básicas, pode, ou não, ser acomapanhada de bolinação. Normalmente é acompanhada de um belo “coçar de saco”. Mulheres, pasmem: os gays sentem tesão por isso. O saco coça por que coça, mas pode ser uma ferramenta para chamar ao sexo. Dificilmente essas paqueras de ônibus vão para frente. Eu ainda me impressiono como os gays podem se reconhecer ao longe. Inclusive, quando há poltronas vazias, escolhemos sentarmos próximos de outros homossexuais. E, em ¾ das vezes, a escolha estava certa.

Para finalizar: conversei com duas amigas a respeito de bolinação em transporte público. Uma alegou que só é inconveniente se o sujeito for feio, a outra que só há problemas quando não foi a garota que provocou isso.




Enviado - 20:09, sábado 

Kadú: Ontem eu li um texto sobre bulinação em transportes publicos. 

Ela:  é uma praga x.x 

Kadú: Tipo, ao meu ver, só é inconveniente quando o sujeito é feio. As mulheres detestam,

e os gays de divertem. 

Ela: nem todas detestam.

Kadú: ainda bem q vc sabe! 

Ela: E algumas só detestam qdo não foram elas que levaram a situação a esse ponto. Coisas como auto-encoxamento.

Kadú: hauahuahauhauhauhha! opa opa! 

Ela: Passinho para trás. Nossa cara, lembrei de um sujeito no metrô. Fiquei tão indignada, que nem consegui mandar para a p.q.p. O sujeito parou atrás de mim, tacou a mão na minha coxa e me puxou contra ele.  Eca! Eca! Eca!

Acho que meu papo com ela resume ilustra bem sobre a bolinação.

É isso.



Escrito por Ðårkness`Ångel às 20h19
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Enfim. Sobre o que falar? De um conceito novo para mim, conhecido a partir de uma entrevista com Flavio Gikovati? “Felicidade Zero”, ou “Fekicidade Estática”. Os pré-requisitos que um ser humano precisa para viver, mas que sente a falta deles apenas quando nao os têm. O principal exemplo é saúde.

Esse conceito me ajudou muito! Agora entendo minha preocupação excessiva com dinheiro. Não é o dinheiro em sí, mas o mantante necessário para manter minha felicidade estática. E esta engloba: moradia, comunicações (engloba telefonia fixa e móvel, internet em alta velocidade e TV por assinatura), alimentação (pressuponho 45 refeições ao mês feitas for a de casa e mais 15 delivery), saúde (um bom convênio médico, sessões de psicanálise e academia). Ou seja, para manter minha felicidade estática eu preciso de uns $ 3000!!! Acho que com 60% disso eu a manteria bem. Assim, eu sei que metade das pessoas que eu conheço me chamariam de louco, mas isso é o essencial.Algo que é relativo.

E por falar em essencial, lembrei que hoje tive minha bolha burguesa estourada: “Como?!!? Nenhuma das duas pessoas da frente de trabalho têm ensino médio completo?  E são analfabyte? Como alguém que vem para o administrativo não sabe informática?” Estouraram minha bolha burguesa que se fortificou nos últimos meses! Mêedo!! Meu senso de realidade precisa readequar-se. Ele tem que sair do “Quadrilátero Jardins” e ir para “Guaianazes”! Tudo bem que eu suponho que se eu morasse em um bairro “periferia” eu nao sairia na rua! Aquí, onde estou, eu já evito sair pelo bairro! A “Bolha Burguesa” estáestourada! Terei que convicer com isso. O contrato da frente de trabalho durará nove meses. Me lembrei que (ainda bem) eu nao considerei a parte étnica. - Meu Deus, no que eu me transformei???

Me amarre e me torture, até eu entender que sou pobre!

(reticencias) O que passa no National Geographic? Deixe-me proceder a leitura do jornal. Te falei dos meus planos para o Natal?



Escrito por Ðårkness`Ångel às 23h02
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Estranho. Será que é assim que posso definir? Ontem, saí, bebi, conheci pessoas. Passei toda a madrugada no rítimo esquizofrenico da boemia atual. A impressão tida é que o mundo é vazio. Vago. Pessoas, que, em alguns dias, nem lembrarão do meu nome. Assim como eu nao lembro do nome de algumas delas. - Nem fui formalmente apresentando.

Estava com um amigo que cursa Gestão Ambiental. Penso ser contraditório alguém que faz G.A. Jogar papel na rua e sentir vontade de depredar telefones públicos. Enfim. Foi uma madrugada “cheia e vazia”. Uma amiga até me apresentou um rapaz, coisa que nao deu em nada.

E agora kadú?



Escrito por Ðårkness`Ångel às 23h56
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José – Carlos Drummond de Andrade.

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio – e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde

E o dia veio,

e o telefone tocou,

e eu saí,

e eu gastei,

e eu gostei.

Agora,

Sorvete e cerveja,

me acompanham.



Escrito por Ðårkness`Ångel às 23h56
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