Por que, sempre ao começar um post, lembro da musica “lua que eu te dei” da Ivete Sangalo?
Posso falar de muitas coisas, principalmente da cidade e da vida cotidiana. Fiquei triste com a ausência da logomarca do Itaú no Conjunto Nacional. Poxa, era um símbolo. Uma referência. Eu acho muito justa a lei cidade limpa, mas Radical demais em alguns pontos e contraditória também. Hotéis não precisaram tirar o logo, por que outros prédios não podem manter o Logo também? Na paisagem, ao olhar para o Centro, eu identificava os prédios principalmente pelos logomarcas publicitárias.
Estou indignado com o nosso Senado e simpatizando cada vez mais com os “chapa branca” e cada vez menos com a mula, que retira a MP das armas da pauta, apenas para poder votar a MP do CPMF, e voltará a das armas com algumas vírgulas alteradas. Depois, eu ainda tenho que ouvir essa mula falando que tem duas “oreias”. Na hora de liberar dinheiro para conseguir a votação favorável, a mula vira uma raposa. Que tem duas orelhas, uma para por na feijoada e a outra pra dar petelecos.
Enfim, minha opinião sobre Excelentíssimo Senhor Mula, pouco importa.
Prefiro falar sobre mim, mas, depois de expressar minha revolta, perdi o pique....
Enfim. Continuo os questionamentos sobre solidão. Por não ter coisas sublimes, preencho meu tempo com as coisas fúteis. Por que uso de tantos subterfúgios para driblar minha solidão? TV, computador, jornal, preocupação de qual xícara usar, esperar o ônibus que é mais demorado, horas de conversa ao telefone. É, mas não tenho ninguém para dividir o espaço. A vida dá uma coisa e tira outras. Segundo uma lenda árabe, se não me engano, uma maneira da vida te castigar é dar exatamente o que você deseja.
Eu tenho “n” privilégios. Pra eu dizer q tenho todos os confortos possíveis, só falta um carro. E eu sinto falta de alguém para brigar. A vida tem algumas maneiras estranhas de questionar o ser. É como se ela perguntasse “tu queres isso? Go on! Otário.”
Até qual ponto eu afasto as pessoas de mim? Tenho insegurança, tenho carências, tenho medos. Queria um aconchego. Mas não tenho coragem de falar com meu pai. Familiares frios. Fui eu quem se afastou, por que reclamo agora?
É ótimo, adoro meus amigos! Um deles diz que minha existência não é nada solitária, mas eu não tenho ninguém comigo em tempo integral, é por isso que considero minha existência solitária.
Queria alguém. Alguém para dormir abraçado, alguém para compartilhar o dia... Meus amigos ano suprem toda minha carência.
Estou ciente que, ao arrumar um namorado, eu não estarei “encontrando a solução dos meus problemas” e sim criando novos. Mas, sinto falta de um namorado.
Os parágrafos discorrem que é uma maravilha, o trabalho discorre que é uma maravilha, meu circulo social não poderia ser melhor e, ao chegar em casa, todos os dias, estou sozinho.
O jornal, o café, os cigarros e o computador são minhas companhias recorrentes.
O que é perfeito e lindo, pode esconder partes obscuras. Não dizem que, ao ver o Balé da primeira fila, a magia se perde?
Escrito por Ðårkness`Ångel às 23h00
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Lavando a alma?
Onde está o erro? Qual parte eu perdi? Cadê o frescor? Cadê o brilho nos olhos? Cadê a liberdade? Cadê a sede pelo desconhecido? Cadê a emoção?
Onde se perdeu? Em qual momento?
Tornei-me amargo. E? ACOSTUME-SE. Qual o problema de ser sarcástico?
Inteligente demais para ser um namorado, não bonito o suficiente para ser um amante. Virei amiguinho!
Velho demais para ser efebo, novo demais para ser adulto. Estou no limbo.
Tenho como companhias recorrentes o café, o cigarro, o jornal e o PC.
É estranho. As pessoas que me conhecem através da rede, não têm paciência. Eu não tenho paciência. A vida é curta. E torna-se mais curta com o sedentarismo e com o consumo de 1 maço de cigarros ao dia.
Queria, apenas, me apaixonar e ser correspondido.
Depois sou taxado de fútil, mas o jornal, a tv por assinatura e o msn preenchem o tempo.
Definitivamente, meus problemas são de ordem emocional.
Enfim só. – Enfim só. Dentre 7 bilhões de pessoas (3,1 considerando apenas os homens), sendo que 10 milhões só na minha cidade, que deve ter uns 2 milhões de viados, por que sozinho? Tornei-me tão insuportável assim?
Escrito por Ðårkness`Ångel às 23h07
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