Existência ou Inexistência? Eis a questão!


Como, começarei a escrever? Meus pensamentos me traem. Tenho certeza disso. Porém, eles são menos traídores que minha boca. Com uma boca como a minha eu nao preciso de inimigos. Logo, se a boca faz perte do meu organismo, meu inimigo sou eu?!? Uma “auto-obscessão”?

Li um post no blog da Chuvinha [ http://blairponjinha.blog.uol.com.br/ ] e posso dizer que “bolinação em transportes públicos” não acontece apenas com ela. Eis meus relatos.

Até pouco tempo, eu nao tinha a real necessidade de pegar ônibus cheio, logo, as chances de bolinação eram remotas. Eis que a necessidade surge. Estava sentado e senti alguem escostando no meu ombro. Compoetei-me com cinismo. Passa um tempinho, sou obrigado a pegar metrô lotado pela manhã. Não é possivel lembrar quantas vezes alguem enconstou. Em alguns momentos, são verdadeiras putarias. Um exemplo é estarem dois super perto, um terceiro perceber e tentar  se aproximar. Homens adoram fantasiar. - Assim como adoram ficar com o penis ereto. Talvez seja por isso que a bulinação nos atrai tanto. Só de olhar, nossa imaginação voa. 

Uma lembrança que eu tenho de bolinação foi uma vez no ônibus. Digamos que eu a provoquei.  Ônibus lotadaço. A pessoa entrou e ficou perto, daí eu percebi que estava protegendo a região perto do pênis - se o “cara” sabe que corre algum risco do “dito cujo” manifestar-se, ele o protege. (com as mãos – mão fechada e na diogonal - , com pastas, com mochilas com blusas.). Como naquele dia eu estava meio atentado,  o provoquei. Deu certo, até demais. Digamos que o prazer foi mútuo. Eu só não fui atras do indíviduo para algo mais porque ele foi tão afoito, mas tão afoito, que eu me assustei. O rapaz não me bolinou. Quase me violentou! E pela amostra grátis. O produto devia ser muito bom.

No mundo masculino, principalmente naquela fração dos homens que sentem tesão por homens (não necessáriamente gays), existe um certo “tratado” acerca das bulinações e paqueras. Normalmente eles encostam, se a outra pessoa manifestar-se de alguma forma, a coisa pode continuar ou não. Uma vez eu me assustei, entrei no metrô, sem querer, encostei em um cara e ele, como posso dizer, se ofereceu. Pois é, os homens encaram a bolinação de maneira natural. Inclusive os heterossexuais. Tive a oportunidade de duas vezes ouvir relatos de heterossexuais que foram alvo de bolinação. Ficaram irritados e se afastaram. Eu disse apenas uma coisa: É assim que muitas mulheres senten-se ao serem encoxadas. É, eles concordaram.

Da paquera: troca de olhares básicas, pode, ou não, ser acomapanhada de bolinação. Normalmente é acompanhada de um belo “coçar de saco”. Mulheres, pasmem: os gays sentem tesão por isso. O saco coça por que coça, mas pode ser uma ferramenta para chamar ao sexo. Dificilmente essas paqueras de ônibus vão para frente. Eu ainda me impressiono como os gays podem se reconhecer ao longe. Inclusive, quando há poltronas vazias, escolhemos sentarmos próximos de outros homossexuais. E, em ¾ das vezes, a escolha estava certa.

Para finalizar: conversei com duas amigas a respeito de bolinação em transporte público. Uma alegou que só é inconveniente se o sujeito for feio, a outra que só há problemas quando não foi a garota que provocou isso.




Enviado - 20:09, sábado 

Kadú: Ontem eu li um texto sobre bulinação em transportes publicos. 

Ela:  é uma praga x.x 

Kadú: Tipo, ao meu ver, só é inconveniente quando o sujeito é feio. As mulheres detestam,

e os gays de divertem. 

Ela: nem todas detestam.

Kadú: ainda bem q vc sabe! 

Ela: E algumas só detestam qdo não foram elas que levaram a situação a esse ponto. Coisas como auto-encoxamento.

Kadú: hauahuahauhauhauhha! opa opa! 

Ela: Passinho para trás. Nossa cara, lembrei de um sujeito no metrô. Fiquei tão indignada, que nem consegui mandar para a p.q.p. O sujeito parou atrás de mim, tacou a mão na minha coxa e me puxou contra ele.  Eca! Eca! Eca!

Acho que meu papo com ela resume ilustra bem sobre a bolinação.

É isso.



Escrito por Ðårkness`Ångel às 20h19
[   ] [ envie esta mensagem ]




Enfim. Sobre o que falar? De um conceito novo para mim, conhecido a partir de uma entrevista com Flavio Gikovati? “Felicidade Zero”, ou “Fekicidade Estática”. Os pré-requisitos que um ser humano precisa para viver, mas que sente a falta deles apenas quando nao os têm. O principal exemplo é saúde.

Esse conceito me ajudou muito! Agora entendo minha preocupação excessiva com dinheiro. Não é o dinheiro em sí, mas o mantante necessário para manter minha felicidade estática. E esta engloba: moradia, comunicações (engloba telefonia fixa e móvel, internet em alta velocidade e TV por assinatura), alimentação (pressuponho 45 refeições ao mês feitas for a de casa e mais 15 delivery), saúde (um bom convênio médico, sessões de psicanálise e academia). Ou seja, para manter minha felicidade estática eu preciso de uns $ 3000!!! Acho que com 60% disso eu a manteria bem. Assim, eu sei que metade das pessoas que eu conheço me chamariam de louco, mas isso é o essencial.Algo que é relativo.

E por falar em essencial, lembrei que hoje tive minha bolha burguesa estourada: “Como?!!? Nenhuma das duas pessoas da frente de trabalho têm ensino médio completo?  E são analfabyte? Como alguém que vem para o administrativo não sabe informática?” Estouraram minha bolha burguesa que se fortificou nos últimos meses! Mêedo!! Meu senso de realidade precisa readequar-se. Ele tem que sair do “Quadrilátero Jardins” e ir para “Guaianazes”! Tudo bem que eu suponho que se eu morasse em um bairro “periferia” eu nao sairia na rua! Aquí, onde estou, eu já evito sair pelo bairro! A “Bolha Burguesa” estáestourada! Terei que convicer com isso. O contrato da frente de trabalho durará nove meses. Me lembrei que (ainda bem) eu nao considerei a parte étnica. - Meu Deus, no que eu me transformei???

Me amarre e me torture, até eu entender que sou pobre!

(reticencias) O que passa no National Geographic? Deixe-me proceder a leitura do jornal. Te falei dos meus planos para o Natal?



Escrito por Ðårkness`Ångel às 23h02
[   ] [ envie esta mensagem ]




Estranho. Será que é assim que posso definir? Ontem, saí, bebi, conheci pessoas. Passei toda a madrugada no rítimo esquizofrenico da boemia atual. A impressão tida é que o mundo é vazio. Vago. Pessoas, que, em alguns dias, nem lembrarão do meu nome. Assim como eu nao lembro do nome de algumas delas. - Nem fui formalmente apresentando.

Estava com um amigo que cursa Gestão Ambiental. Penso ser contraditório alguém que faz G.A. Jogar papel na rua e sentir vontade de depredar telefones públicos. Enfim. Foi uma madrugada “cheia e vazia”. Uma amiga até me apresentou um rapaz, coisa que nao deu em nada.

E agora kadú?



Escrito por Ðårkness`Ångel às 23h56
[   ] [ envie esta mensagem ]




José – Carlos Drummond de Andrade.

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio – e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde

E o dia veio,

e o telefone tocou,

e eu saí,

e eu gastei,

e eu gostei.

Agora,

Sorvete e cerveja,

me acompanham.



Escrito por Ðårkness`Ångel às 23h56
[   ] [ envie esta mensagem ]




Algo que me assustou. Ultimamente, tenho contato mais contato com um certo amigo, ele é o exemplar perfeito de namorado. Tem paciencia para andar no shopping. - coisa que os homens não costumam ter – Mas, mas, ele é hetero.  Aissim, entre milhoes de pessoas com minha orientaçaõ sexual, por que nao me aproximo de nenhuma que valha à pena? O mais interessante disso tudo é o meu próprio preconceito embutido: nossa sociedade nao é habituada com homens mais sensíveis. Quando eu vejo um que é mais sensível, mais vaidoso, e nao é gay (ou bi) custo a acreditar! Somos criados de maneira tao machista, que, ao encotrar alguém que nao o é, não o é, achamos estranho! Parece que, à passos de formiga, evoluímos. No entanto, a sociedade, aparentemente, ano está preparada para isso. 

Ah, eu tava com esse “exemplar de namorado” no shoping.  Assim, ontem, apesar de nao ter ficado com ninguem, aleguei estar com inveja de um chupão. Levei um “chupão cortesia”, cuja marca está em meu pescoço. E, no shopping, quem fazia compras era esse meu amigo, e me pedia opiniões, e eu com um chupão.  For a as vezes que ele cheirou perfume no meu braço! Enfim, talvez alguém tenha visto e pensado que ele era mau namorado. É, mas, infelismente, nao o é.

E, amnhã, terá yakissoba aki em casa.



Escrito por Ðårkness`Ångel às 23h55
[   ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]


 



Meu perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Parada Inglesa, Homem, de 15 a 19 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Informática e Internet
MSN - kadurossit@hotmail.com
Histórico
  Ver mensagens anteriores

Outros sites
  letras.mus.com.br
  Hatunamatata
  CPD
  Dicionario das Marcas
  BRASIL 2040 - O blog nao existe mais - Saudade.
  Mulher de 30
  FLYFER
  RDremamer´s
  Blog da Marcia
  Chuvinha (!!!)
Votação
  Dê uma nota para meu blog