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Será que posso falar da tarde que cai?
Prefiro falar da vida que alvorece!
É interessante a maneira de a vida pegar-nos pelos pés, e bem quando estamos desprevenidos. É só baixar guarda que ela nos apronta surpresas. E, pluft, o jogo muda.
Existe a teoria do ditado árabe, na qual quando a vida necessita castigar-te, dá exatamente o desejado. Isso dá medo, mas, enquanto não sabemos se é castigo, sigamos o exemplo de nossa ilustre sexóloga: relaxa e goza! Mas, goze gostoso.
Algumas sensações boas são efêmeras, mas, passado inebriante instante, voltamos a lutar por outro. É como um orgasmo. Nunca sabemos previamente a porcentagem de prazer sentida ao atingi-lo.
Eu não consigo ser muito lírico. Meu namorado me chama de frio. Já, eu, chamo-o de fútil. E a vida prossegue. Mesmo com todos os defeitos, meu sentimento por ele cresce. Mas, é muito complicado falar de sentimentos. Tem uma musica que versa sobre “solidão com vista para o mar”. Quais interpretações podem ser dadas? Minha predileção é pela mulher bem casada, com uma Ferrari, um jatinho e, a única coisa que ela realmente consegue do marido (o ser amado?) é o apartamento com vista para a Guanabara. Acho meu namorado não gosta do fato de eu preferir a solidão com vista para o mar. Mas, tem a vista para o mar! Cadê meu absinto? Alguns calmantes? Terapia três vezes na semana.
E sou remetido para um conto da Ligia Fagundes Teles, no qual a protagonista tinha duas opções em mãos: um velho e um músico. Ela escolheu o velho, mas lembrava do musico. Ela podia xingar em vários idiomas, mas, sentia-se presa. O musico não pagava bons jantares, mas era boa companhia...
Eu ainda tenho a dúvida do que me importa mais... No entanto a certeza virá apenas em um momento no qual a escolha faça-se necessária e impostergável.
E, lembro-me de um filme, acho que o título pe “Anjo Mal”, no qual o Macolin Kaucklin (??? – loirinho que atuou em Esqueceram de mim- não sei como se escreve) era o irmão mal e o adotado era o bonzinho. Houve uma situação na qual a mãe tinha que salvar um dos dois. Ao fim do filme o bonzinho diz: Se ela tivesse que escolher novamente, eu jamais saberia sua escolha.
Eram tantas esperanças.... Ainda resta a de um dia respirar tranqüilo, pensando: É, isto é meu. Conquistei! Mas, ainda acho que o dia desse feito, levantarei da cama, beijarei meu parceiro da época e sairei de casa para buscar qualquer coisa... croissants e pó para café expresso, quiçá e, paft. Um atropelamento, um tiro.... E a vida escorrer-se-á através das falanges, assim como água, assim como areia fina, assim como as cinzas daquele cujo desejo foi ser cremado.
Escrito por Ðårkness`Ångel às 00h20
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Bom Ano Novo!!!
Como, a meu ver, a felicidade é demasiadamente utópica, prefiro desejar um bom ano, com paz e realizações.
Prezados,
Meu fim de ano foi ótimo. Em 15 de dezembro conheci uma pessoa maravilhosa. Na noite de 15 para 16 de dezembro fui ao Bar do Gato, (sábado) onde conheci o Marcos, e só fui desgrudar dele na segunda, pois precisava trabalhar. Um fim de semana memorável. A ausência de telefones celular (o meu sem bateria) permitiu que trocássemos nossos telefones em guardanapos da padaria Bela Paulista, isso após uma caminhada da Rua Frei Caneca à Av. Paulista.
Tudo Começou com um pedido de cigarro. Percebi o rapaz observando-me. Não dei bola, disse ao Ki que não ficaria com ele. Até falei mal dele: do jeito que me olha e me persegue, deve ser um carente (e nisso ele passara atrás de mim). Ele me pediu isqueiro, acendi seu cigarro, fiquei um pouco na pista, fugi, indo a outro ambiente do bar. Ele ficou na escada, pedi auxílio à Juh. Ela, não pode fazer muito. Ele chegou perto de mim. É, estou meio sem saída. Quiçá, lucro. Beija bem? E não é que sim? Beija bem, abraça bem, conversa bem..... Pedi um punhado de dias antes de namorar, um pedido não concedido. Parece que foi bom. Estou namorando. No entanto, estou na fase das flores. Resistirá, o namoro, a quantas crises minhas? Lembrando que tenho mais de uma crise por mês. Como diz um colega de trabalho, minha crise é eterna, Acostume-se.
Natal e Réveillon, passei com ele. Natal na casa de amigos dele, Réveillon na casa dele. Foi uma pena eu me encontrar em crise durante a virada do ano. Minhas esperanças não se renovam. Muda o ano, e? E nada. E, sou cético, pragmático, enfim, louco. Qual preferes?
Agora, primeiro dia útil do ano, estou em um fim de expediente, praticamente dentro de uma estufa, e feliz pelo numero reduzido de chamadas telefônicas dirigidas a nós. Bem que todos poderiam viajar até julho! Ou ter um Tsunami. Ou muitas águas vivas assassinas. Ou sei-lá o que. Desde que, vazia, permanecesse a cidade.
Uma coisa boa é que meu humor está mais estável nesses últimos 17 dias. Será que isso se deve ao fato de satisfazer uma das necessidades fisiológicas?
Tem o ditado árabe que diz: Quando a vida quer te castigar, te dá exatamente aquilo que você pediu. Quem está na chuva, molha-se. Espero, apenas, não afogar......
(post com atraso de 10 dias!)
Escrito por Ðårkness`Ångel às 00h58
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