Existência ou Inexistência? Eis a questão!


Visões de mundo...

 

Ontem, sexta-feira, conversava com uma colega de trabalho a respeito de pessoas e personalidades, com foco voltado para moral/ética.

Comentei que minha personalidade, até certo ponto, vem formada desde meus 14 anos, contendo apenas um aprimoramento em alguns aspectos, o qual foi conquistado ao custo de muitas horas no divã.

Ainda acerca da formação de personalidade, lembrei de um “Saia Justa” no qual foi comentado a respeito da primeira vez que as pessoas lembravam terem expressado sua personalidade. A primeira vez em que se levantou a mão e, de forma inconsciente, fizemo-nos notar nossa existência.

A primeira vez que isso aconteceu eu tinha uns 12 anos e estava defendendo o aborto, ato que, atualmente, me tornei contra. Se não me engano, foi a primeira vez que meus colegas de classe viram-me falar em publico. A outra situação do gênero que me lembro foi na faculdade: o docente perguntava alguns porquês da construção civil e eu, após algumas tentativas, frustradas, proferi “a norma pede!”. A professora disse ser verdade, mas que não era isso que ela esperava ouvir, mas disse que nunca tinha ouvido essa resposta.

Agora, especulo: tenho muitos amigos que tem o mesmo comportamento há anos, até alteram parte dele, mas a essência é igual. Lembro-me dos blefes comportamentais, como para agradar a outrem conseguindo, ou não, algo em troca. Apesar de que esses inocentes blefes podem ocasionar, mais tardiamente, em anulação de personalidade. Muito comum em casamentos...

Nossa mente é muito complexa, chega a ser magnífico. Qual a origem dos nossos valores? Existe o principio Darwin que o meio altera o ser? E as trocas? Mas acredito no princípio de Darwin, o qual, na mente humana, aplicar-se-ia no fato que para conquistar a aceitação de determinado grupo, o indivíduo “reflete” o comportamento dos demais. É como ir à uma região com sotaque diferente e voltar falando “arrastado”. Ou como sair com um grupo de amigos e voltar usando as mesmas expressões. Ou como bocejar. O ato de espelhar alguma ação é apenas a utilização da expressão corporal, ou como dizia uma amiga, “efeito camaleão”. E algumas pessoas têm mais facilidade de perceber e espelhar ações/gestos, algo muito positivo em determinadas situações. No entanto, enfim, não é legal eu sair chamando os outros de “querido”, devido ao “espelho” do vocabulário de uma colega de trabalho. Ainda mais quando estamos numa terra de doutores e campeões: “Posso olhar o seu carro, doutor? É claro campeão.” E todos são grandes: “Ô grande, que horas são?”

Bem, como eu já me perdi.... paro de escever....
t+



Escrito por Ðårkness`Ångel às 16h31
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Adoro o outono! É o meio termo. Não feliz, não triste... Apenas o meio termo. Se não me engano é a estação com mais luz no ano... Será que irá me iluminar de alguma forma? Ou, quiçá, estou eu preso em uma fôrma? Fôrmas à forma, como Manuel Bandeira? Por que a sociedade coloca-nos em uma fôrma? Sempre. O estereotipo do garoto de classe média, do gay, do universitário, do funcionário publico, entre outros. Não sei se há mais motivo de revolta ou de piedade... Piedade seria tê-la de mim mesmo também, já que integro, de uma forma ou de outra a sociedade.

A sociedade em seus diversos núcleos e interações, os papéis sociais. Acho que meu melhor papel é o de palhaço, deveria começar a ter um nariz na mochila... O funcionário palhaço, o familiar palhaço, o palhaço que se apaixonou... Será que tenho formação em clown?

A garrafa de vinho que teve sua rolha cortada para o mesmo não ser consumido sem autorização. Na primeira vez que a rolha foi cortada, achei que fosse paranóia... Mas na segunda... A tarefa doméstica que foi cobrada... a maneira sutil de como fui taxado de egoísta e vagabundo. A maneira nem tão sutil como fui passado para trás no trabalho... E tudo da funcionária publica exemplar que não aceita lembranças de natal das empresas... A mesma que diz “Virão dois cargos de ensino superior, logo você está fora.” Na realidade veio um de ensino médio e foi dado para outro... Haviam me prometido alguma benesse. Cadê a ética daquela que não aceita presentes de natal? Deveriam, no mínimo, ter me deixado a par da situação. Descobri através da “boca-miúda” que a benesse foi dada a outro.

Os amigos que cobram atenção integral. Pergunte-me, agora, se eles estão presentes?

O louco que se apaixona por alguém que se encontra há uma distancia de 730 quilômetros. Assim como ele não sabe o que acontece aqui, eu não sei o que acontece lá. Ele disse que me esperaria, eu disse que retornarei... Ambos acreditamos em coisas que podem não se concretizar...

Cada vez mais, escolho a solidão. Obtive ciência disso ontem. A solidão pode me tornar um pouco carente, mas me viro bem sozinho. Solidão passa uma sensação de liberdade. Antes fisicamente e socialmente só que acompanhado e sozinho ao mesmo tempo. Ao menos, quando totalmente só, o vazio é menor, pois é verdadeiro. Mesmo só, descobri que tenho amigos. Isso é bom, bastante bom.

E, mais uma vez, faço do vinho, da nicotina, da internet e da tv minhas companhias. Conversas telefônicas também são comnuns...

Doces esperanças, amargas relações sociais... Como em o Diabo veste Prada: Esperanças. São tudo o que tenho. Vivo delas... (risos).

Será que prefiro minha solidão com vista para o mar ou a boa companhia em um porão? Se o porão tiver ar-condicionado com desumificador...

Pasme. Sou capaz de viver sem algumas comodidades, como telefone, internet e tv por assiatura... Apesar de que a existência seria mais triste. Talvez se eu estiver próximo do mar, poderia ocupar meu tempo correndo... de mim mesmo?

Adoro o outono! É o meio termo. Não feliz, não triste... Apenas o meio termo. Se não me engano é a estação com mais luz no ano... Será que irá me iluminar de alguma forma? Ou, quiçá, estou eu preso em uma fôrma? Fôrmas à forma, como Manuel Bandeira? Por que a sociedade coloca-nos em uma fôrma? Sempre. O estereotipo do garoto de classe média, do gay, do universitário, do funcionário publico, entre outros. Não sei se há mais motivo de revolta ou de piedade... Piedade seria tê-la de mim mesmo também, já que integro, de uma forma ou de outra a sociedade.

A sociedade em seus diversos núcleos e interações, os papéis sociais. Acho que meu melhor papel é o de palhaço, deveria começar a ter um nariz na mochila... O funcionário palhaço, o familiar palhaço, o palhaço que se apaixonou... Será que tenho formação em clown?

A garrafa de vinho que teve sua rolha cortada para o mesmo não ser consumido sem autorização. Na primeira vez que a rolha foi cortada, achei que fosse paranóia... Mas na segunda... A tarefa doméstica que foi cobrada... a maneira sutil de como fui taxado de egoísta e vagabundo. A maneira nem tão sutil como fui passado para trás no trabalho... E tudo da funcionária publica exemplar que não aceita lembranças de natal das empresas... A mesma que diz “Virão dois cargos de ensino superior, logo você está fora.” Na realidade veio um de ensino médio e foi dado para outro... Haviam me prometido alguma benesse. Cadê a ética daquela que não aceita presentes de natal? Deveriam, no mínimo, ter me deixado a par da situação. Descobri através da “boca-miúda” que a benesse foi dada a outro.

Os amigos que cobram atenção integral. Pergunte-me, agora, se eles estão presentes?

O louco que se apaixona por alguém que se encontra há uma distancia de 730 quilômetros. Assim como ele não sabe o que acontece aqui, eu não sei o que acontece lá. Ele disse que me esperaria, eu disse que retornarei... Ambos acreditamos em coisas que podem não se concretizar...

Cada vez mais, escolho a solidão. Obtive ciência disso ontem. A solidão pode me tornar um pouco carente, mas me viro bem sozinho. Solidão passa uma sensação de liberdade. Antes fisicamente e socialmente só que acompanhado e sozinho ao mesmo tempo. Ao menos, quando totalmente só, o vazio é menor, pois é verdadeiro. Mesmo só, descobri que tenho amigos. Isso é bom, bastante bom.

E, mais uma vez, faço do vinho, da nicotina, da internet e da tv minhas companhias. Conversas telefônicas também são comnuns...

Doces esperanças, amargas relações sociais... Como em o Diabo veste Prada: Esperanças. São tudo o que tenho. Vivo delas... (risos).

Será que prefiro minha solidão com vista para o mar ou a boa companhia em um porão? Se o porão tiver ar-condicionado com desumificador...

Pasme. Sou capaz de viver sem algumas comodidades, como telefone, internet e tv por assiatura... Apesar de que a existência seria mais triste. Talvez se eu estiver próximo do mar, poderia ocupar meu tempo correndo... de mim mesmo?



Escrito por Ðårkness`Ångel às 18h37
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